Parceria do Coletivo Janela Aberta com o Cine Marquise
Camila Pitanga em cena de Malês (Foto: Divulgação)
A trigésima segunda edição do Cine-debate Educação inicia o ano de 2026 com mais um sucesso do cinema brasileiro. MALÊS, dirigido por Antônio Pitanga (Brasil, 2024, 114 min) terá exibição gratuita, seguida de debate em 22 de fevereiro de 2026, às 11 h, no Cine Marquise. A classificação indicativa é de 16 anos.
As inscrições serão abertas no dia 16 de fevereiro através do link: https://forms.gle/cJ3FLJyitj7aL6LN8
Seguem as informações de data, local e horário.
Data: 22/02/2026 – domingo - PRESENCIAL
Horário: às 11h (é preciso chegar antes)
Local: Cine Marquise – Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2.073 (ao lado da livraria cultura, metrô Consolação)
Entrada franca (para as pessoas inscritas)
As sessões Cine-Debate Educação resultam da parceria entre o Coletivo Janela Aberta e o Cine Marquise. As sessões são gratuitas, podendo levar 1 acompanhante. Caso queira levar mais acompanhantes, é possível comprar os ingressos com antecedência no site do cinema, através do link: https://cinemarquise.vendabem.com/compra_ingresso_online_new/?filial=002&filme=2313
Sobre o filme:
Malês (Brasil, 2024, 114 min)
Direção: Antônio Pitanga
Roteiro: Manuela Dias, Antônio Pitanga e Orlando Senna
Elenco: Antônio Pitanga (Pacífico Licutan), Camila Pitanga (Sabina), Rocco Pitanga (Dassalu), Rodrigo dos Santos (Ahuna), Bukassa Kabengele (Manuel Calafate), Samira Carvalho (Abayome), Heraldo de Deus (Vitório Sule), Thiago Justino (Luis Sanin), Nando Cunha (Belchior, Patrícia Pillar (Mamãe), Edvana Carvalho (Iyá Nassô), Indira Nascimento (Edum), Wilson Rabelo (Dandará)
Antônio Pitanga é o diretor, roteirista e interpreta Pacífico Licutan (Foto: Divulgação)
Sinopse: Malês é baseado em fatos históricos e retrata a Revolta dos Malês, a maior revolução da história do Brasil organizada por negros escravizados na Bahia, em Salvador. A insurreição mobilizou a população negra, escravizada e liberta pelas ruas de Salvador contra a escravidão, em 1835. A revolta foi chefiada por africanos muçulmanos e encabeçada por líderes como Pacífico Licutan (Antonio Pitanga), que reforçava a importância da participação de diferentes grupos, tribos e religiões para o sucesso da revolta e para o fim da escravidão. Na trama, um casal é separado após serem arrancados de sua terra natal na África e trazidos para o Brasil à força como escravizados. Enquanto lutam para sobreviver e tentar se reencontrar, ambos se envolvem no levante dos Malês.
Sobre o diretor:
Antônio Pitanga nasceu em 13 de junho de 1939, em Salvador, Bahia. Iniciou a carreira artística, como ator, com seu nome de nascimento Antônio Luiz Sampaio. O nome Pitanga veio do seu personagem no filme Bahia de Todos os Santos, de Trigueirinho Neto (1960), 2º filme em que ele atuou. Na vida pessoal, foi casado com a atriz Vera Manhães, com quem teve os filhos Camila e Rocco (também atores). É casado, desde 1992, com a deputada federal Benedita da Silva.
Atuou em filmes como O Pagador de Promessas (de Anselmo Duarte, 1962). De Glauber Rocha, atuou em Barravento (1962), Câncer (1972) e A Idade da Terra (1980). Outro filme importantíssimo em que ele atuou é Compasso de Espera (de Antunes Filho, 1969).
Se buscarmos apenas os filmes de Cacá Diegues, Antônio Pitanga atuou em Ganga Zumba (1964), A Grande Cidade (1966), Quando o Carnaval Chegar (1972), Joanna Francesa (1973) e Quilombo (1984). Também se fez presente em muitas telenovelas e séries de TV.
Durante as filmagens do filme Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios (2011), Beto Brant (diretor) e Camila Pitanga (atriz protagonista do filme) decidiram fazer um documentário sobre Antônio Pitanga (que também atua no filme). Daí saiu o ótimo documentário Pitanga (2017), dirigido por Beto Brant e Camila Pitanga, que foi inclusive exibido na festa de 22º aniversário do Grupo Cinema Paradiso, em agosto de 2017.
Começou como diretor em 1978 com Na Boca do Mundo. Agora, aos 86 anos, estreia seu projeto de muitos anos assinando a direção de Malês (2024). Abaixo, trecho de uma fala do ator/cineasta publicada no site do Instituto Moreira Salles:
“Malês é um projeto que eu tô voltado nele há praticamente 26 anos, quando tive um movimento com Glauber Rocha, ainda vivo. Eu fazia o último filme dele, A idade da terra, e nós, baianos que saímos da Bahia pra morar no Rio e São Paulo. E esse filme, A idade da terra, era exatamente a proposta, o movimento que ele tava fazendo para que voltássemos pra Bahia, porque, no que saímos da Bahia, a gente deixou um espaço vazio na política e na cultura. [...] Glauber disse: ‘Tá na hora de a gente voltar pra casa, Pitanga’. E um dos projetos dele, que ele me tocava, era fazer exatamente Malês. Ele disse: ‘Vamos voltar e eu quero produzir Malês pra você’. E o Glauber já morreu há quase 30 anos atrás e ficou adormecido ali. Foi quando me deu a vontade, vendo o filme do Spielberg, Amistad, digo: ‘Nós temos uma história maravilhosa que é a história do Brasil’. Não é a história do negro. É a história do Brasil. É um dos mais importantes, ou o mais importante levante feito no país, com o negro do islã, o negro do candomblé, negro católico, a população em si negra escravizada que, nesse movimento, teve a possibilidade e a bandeira correta de levantar uma democracia, contra o preconceito, contra o tipo de perseguição, de racismo. Exatamente aí que eu deitei em cima dessa narrativa, dessa história, e disse: ‘Vamos fazer esse filme’.
Sobre o Cine-debate Educação
O Cine-debate Educação é uma parceria do Coletivo Janela Aberta com o Cine Marquise, que teve início em fevereiro de 2023. A proposta é exibir um filme (com prioridade para educadoras e educadores) e pensarmos juntes a potência desse filme na formação de cada profissional da Educação, contribuindo com a reflexão sobre seu papel social. As sessões do Cine-debate Educação têm inspirado educadoras (es) a organizar sessões de cinema para estudantes de todas as esferas de ensino.
Já foram exibidos discutidos os filmes Perlimps (Brasil, 2023), Os Fabelmans (EUA, 2022), Marte Um (Brasil, 2019), Close (Bélgica, 2022), Elementos, (EUA, 2023), Retratos Fantasmas (Brasil, 20023), Nosso Sonho (Brasil, 2023) e Um Filme de Cinema (Brasil, 2017), Mussum, o Filmis (Brasil, 2023), Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood, Brasil, 2017), Vidas Passadas (EUA, 2023), O Menino e a Garça (Japão, 2023) e A Sala dos Professores (Alemanha, 2023), Dias Perfeitos (Alemanha/Japão, 2023), A Hora da Estrela (Brasil, 1985), Divertida Mente 2 (EUA, 2024), Estranho Caminho (Brasil, 2023), O Último Pub (Reino Unido, França e Bélgica, 2023), Ainda Somos os Mesmos (Brasil e Chile, 2023), O Dia que Te Conheci (Brasil, 2023), Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa (Brasil, 2024), Ainda Estou Aqui (Brasil, 2024), Vitória (Brasil, 2024), Quando Chega o Outono (França, 2024), Virgínia e Adelaide (Brasil, 2024) e Kasa Branca (Brasil, 2024), Flow (Letônia, 2024) e A Melhor Mãe do Mundo (Brasil, 2024) e O Último Azul (Brasil, 2024), A Vida de Chuck (EUA, 2025) e O Agente Secreto (Brasil, 2025). Por enquanto, o projeto é mensal.
Educadores/as interessados/as podem agendar sessões escola com o Cine Marquise: entrar em contato pelo e-mail comercial@tonks.com.br
Coletivo Janela Aberta – Cinema & Educação nas redes sociais:
Instagram: instagram.com/coletivo.janelaaberta/



